segunda-feira, 5 de setembro de 2011

CARICATURA

CARICATURA

Caricaturas de Famosos

















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Caricatura é um desenho de um personagem da vida real, tal como políticos e artistas. Porém, a caricatura enfatiza e exagera as características da pessoa de uma forma humorística, assim como em algumas circunstâncias acentua gestos, vícios e hábitos particulares em cada indivíduo.

Historicamente a palavra caricatura vem do italiano caricare (carregar, no sentido de exagerar, aumentar algo em proporção).


 Caricatura de Charles Darwin


A distorção e o uso de poucos traços são comuns na caricatura. Diz-se que uma boa caricatura pode ainda captar aspectos da personalidade de uma pessoa através do jogo com as formas. É comum sua utilização nas sátiras políticas; às vezes, esse termo pode ainda ser usado como sinônimo de grotesco (a imaginação do artista é priorizada em relação aos aspectos naturais) ou burlesco.


Cartunista Ali Ferzat tem mãos esmagadas por governo da Síria
É impressionante a fúria que um lápis e um pedaço de papel faz brotar nos homens dos regimes autoritários, homens com a moral estreita e com a cabeça cheia de certezas sobre como o mundo deveria ser. Ali Ferzat, cartunista da Síria, foi espancado e - pasmem!-, teve suas mãos quebradas a marretadas por ter desenhado o presidente Bashar al-Assad à semelhança de Kadaffi. "Este foi só um aviso", disseram os cupinchas que realizaram o "serviço". Quebrar as mãos de um desenhista é o gesto dos ignorantes, pois o desenhista não as usa para o desenho; usa os olhos e o raciocínio acerca de realidade; pode segurar o lápis com os pés, como bem chargeou meu amigo cartunista Gilmar, com a boca se preciso for. Bashar al-Assad passará e, por fim, será apenas mais uma figura hedionda numa página obscura da História. Nosso colega cartunista desenhará a página.




Paulo Caruso: uma trajetória de vida desenhada pela Vila

por  Rafael Munduruca em 01/03/11


Imagem: Rafael Munduruca
Paulo Caruso, entre instrumentos musicais e o escritório no qual cria seus desenhos.
“Eu tinha uma vizinha, a Dona Nazareth, uma senhora com os seus 70 anos de idade. Mostrei pra ela o escafandrista que eu tinha desenhado logo depois de assistir o filme ‘20.000 Léguas Submarinas’. Ela olhou e falou: ‘Oh, que lindo macaquinho!’. Foi aí que eu decidi que precisava aprender a desenhar melhor um escafandro para que não parecesse um macaco”, conta Paulo Caruso ao relembrar a infância que passou na casa onde hoje fica o Boteco São Bento, na Vila Madalena.
Cartunista conhecido na TV e na mídia impressa, músico prestigiado dos bares da Vila e irmão gêmeo de Chico, também cartunista, Paulo Caruso vive no bairro há 59 anos, desde quando tinha dois anos de vida. “Virou uma teimosia continuar vivendo por aqui.” Já o irmão, “agora é carioca”.
Imagem: Rafael Munduruca
A avó Joana e a mãe Marina na frente da casa da rua Mourato Coelho.
No número 1060 da rua Mourato Coelho, Dona Marina criou praticamente sozinha seus filhos Chico e Paulo. Vez por outra os avós vinham ajudar. “Meu avô, que era pintor amador, pegava na mão da gente com quatro, cinco anos de idade e nos ensinava a desenhar. Ele sempre nos estimulou e nós nunca paramos.”
Entre as influências estão o Amigo da Onça da revista O Cruzeiro nos Anos 50, revistas em quadrinhos como Bolinha e Luluzinha e personagens da Disney – Pato Donald, Mickey, entre outros. O cinema e o desenho animado na TV também eram estimulantes, tanto que “um dos primeiros desenhos que fiz era de um cowboy”, lembra Caruso.

Ao comparar seu trabalho com o do irmão, Paulo conta que “as diferenças estão todas dentro das semelhanças. Os meus desenhos sempre foram mais prolixos, os do Chico mais concisos”. O traço de ambos é muito influenciado pelo desenho norte americano, uma escola bastante naturalista.
Transformações na vida e na Vila
Imagem: acervo pessoal/Paulo Caruso
Entre os alunos do Max.
O pré-primário e o primário foram feitos no Colégio Machado de Assis, que ficava na rua Simão Alvares, perto da Teodoro Sampaio. No ginásio, foram estudar no Colégio Meira, nos Jardins, “um colégio de gente rica”.
Entre 14 e 15 anos, surgiram as primeiras namoradas. Paulo conta que o primeiro beijo de verdade aconteceu no escurinho do Cine Fiametta (atual Cine Sabesp). A namorada em questão era moradora da rua Belmiro Braga. Nesta fase, os irmãos Caruso foram estudar o Científico (atual ensino médio) na Escola Estadual Carlos Maximiliano Pereira do Santos, o Max. Entre as lembranças, professores que considera inesquecíveis: “um de Desenho Geométrico que, além de excelente professor, quebrava a rotina e nos ensinava a questionar (…) e outra de Português, maravilhosa, Guiomar Karan, que nos estimulava a fazer o que a gente gostava, sem levar em conta as pressões familiares”.
Paulo conta que quem estudava ali eram pessoas que moravam no bairro. Hoje, ele e outros ex-alunos estão voltando a interagir com a escola – ele faz palestras sobre humor e história e ajuda a formar uma biblioteca – e percebe que este quadro mudou muito. “Os alunos vêm de longe. O bairro se tornou um local de alto poder aquisitivo, proibitivo para quem mora na periferia. A classe média daqui estuda em colégios mais ricos.”
Imagem: Rafael Munduruca
A Vila pela janela de Paulo Caruso - A praça atrás do Fórum de Pinheiros.
Com 17 anos, os irmãos Caruso iniciaram a vida profissional, cada um desenhando em um jornal. O começo da vida no mundo do trabalho coincidiu com um período marcante da história do Brasil, a ditadura militar. “Caras mais antigos como Jaguar, Ziraldo, Henfil, Millôr, que já estavam mais em evidência, acabaram indo em cana.” Essa época marcou também o início da “cara cultural” da Vila Madalena.

Em 1968, a consolidação da Cidade Universitária num local próximo ao bairro trouxe estudantes. “Mais jovens, um lado mais cultural e mais bares”. As repúblicas representaram algo importante para a mudança de comportamento desses estudantes, que passaram a viver longe das famílias. “Uma época de sexo, drogas e rock’n'roll. (…) Logo depois vieram as galerias de arte, se eu não me engano, a Fortes Vilaça foi uma das primeiras. Em seguida, surgiu a Livraria da Vila.”


Imagem: Rafael Munduruca
Material de trabalho.
Eterno cartunista
“Continuo usando meu material que é lápis, papel, tinta naquin, lápis aquarela, borracha, uma porção de coisas que hoje os artistas já não usam mais. Hoje o pessoal desenha direto no tablet, mas eu sou ainda de pegar o touro à unha. Sou conservador nessa questão. Os meus originais são originais mesmo, desenhados.”
No caso dos trabalhos que produz para a revista Época, Paulo conta que desenvolve  juntamente com o departamento de arte da publicação. “Às vezes eu faço as figuras separado e eles montam como eu quero, aplicam no Photoshop e colocam uma sombra.”


Imagem: Rafael Munduruca
Revista Época.

Imagem: Paulo Caruso
Benedito Calixto e sua praça.
Sobre as coisas que produz e não publica, contou que desenha o tempo inteiro: “Vou a bares e fico desenhando os garçons. E tenho mania de caderno de viagem”. Em uma maleta, Paulo guarda verdadeiros tesouros: cadernos em que registrou viagens realizadas à França. E que, quem sabe, poderão ser publicados um dia.


CHARGISTA POLÊMICO

Autor de polêmica charge sobre Maomé é agredido na Suécia

O chargista sueco Lars Vilks, autor de uma caricatura do profeta Maomé com corpo de cão que provocu forte reação nos países islâmicos, foi agredido nesta terça-feira (11) quando dava conferência na faculdade de Arte da Universidade de Uppsala, em seu país.
“O agressor estava sentado na primeira fila, e atirou-se sobre mim, dando-me uma cabeçada. Cheguei a perder os óculos”, contou Vilks à agência sueca TT. O chargista garantiu que não ficou ferido.
O jornal Nerikes Allehanda publicou a charge de Lars Vilks no dia 18 de agosto de 2007, para ilustrar um editorial sobre a importância da liberdade de expressão, motivando uma grande polêmica na Suécia e no exterior.
Supostamente, um grupo vinculado à al-Qaeda ofereceu um prêmio de US$ 100 mil a quem assassinasse o desenhista. Em março passado, a polícia irlandesa anunciou a detenção de sete muçulmanos suspeitos de envolvimento em complô para matar Vilks. O preconceito religioso tem causado vários transtornos às sociedades contemporâneas, atingindo um nível muito perigoso de manifestação de ódio entre os distintos grupos.

 VAMOS VER ALGUMAS CHARGES DE FAMOSOS












































































 VAMOS BRINCAR
Agora faça uma caricatura de si mesmo


Caricaturas



Faça uma caricatura do seu irmão ou de um amigo, e depois de muita risada.



Instruções para jogar:
Mouse - performa ações do jogo


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