domingo, 4 de setembro de 2011

ARTE NEOCLASSICA

 O Neoclassicismo
 Buy a print of 'Bonaparte Crossing the St. Bernard Pass' - Bonaparte Crossing the St. Bernard Pass - 1800-by Jacques-Louis David

A partir das duas últimas décadas do século XVIII, uma nova tendência estética predominou nas criações dos artistas europeus. Denominado Neoclassicismo, esse estilo surgiu como reação ao Barroco e ao Rococó e se caracterizou pelo desejo de recriar as formas artísticas da Antiguidade greco-romana.

A Afirmação do Neoclassicismo deve-se em parte à curiosidade pelo passado desencadeada pelas escavações arqueológicas de Pompéia e Herculano, cidades romanas soterradas pela lava do vulcão Vesúvio em 79 d.C.

Você ja ouviu falar nessas cidades Pompéia e Herculano
vamos assistir um video sobre estas cidades.




Os artistas, influenciados pelas idéias iluministas (filosofia que pregava a razão, o senso moral e o equilíbrio em oposição à emoção) e inspirados na pintura renascentista, sobretudo em Rafael, substituíram as linhas diagonais e curvas do Barroco pelas retas firmes e equilibradas. Os neoclássicos queriam expressar as virtudes cívicas, o dever, a honestidade e a austeridade, temas que se opunham diretamente à frivolidade da aristocracia retratada no período anterior.

Buscavam expressar, ainda, os valores próprios de uma nova e fortalecida burguesia que assumiu a direção da sociedade européia após a Revolução Francesa e, principalmente, com o império de Napoleão.

Podemos ver o imperialismo napoleonico retratado nas obras de Jacques-Louis David 
A pintura neoclássica de David dominou o panorama artístico francês durante quase meio século, fazendo com que ele, acima das contingências políticas, fosse o pintor oficial da revolução francesa e, depois, do regime de Napoleão Bonaparte.






Para tal, retomou-se os princípios da arte da Antiguidade greco-romana, tornando tais princípios, conceitos básicos para o ensino das artes nas academias mantidas pelos governos europeus. Daí o Neoclassicismo também ter sido denominado Academicismo.

Arquitetura Neoclássica

Tanto nas construções civis quanto nas religiosas, a arquitetura neoclássica seguiu o modelo dos templos greco-romanos ou das edificações renascentistas italianas. Caracterizou-se pelo uso de fachadas sóbrias, nas quais colunas dóricas ou jônicas sustentam frontões triangulares.

Exemplos dessa arquitetura são a igreja de Santa Genoveva,  em Paris (transformada depois em Panteão Nacional, onde passaram a ser abrigados os restos mortais de importantes personagens da história francesa) e a Porta de Brandemburgo, em Berlim.

igreja de Santa Genoveva

Porta de Brandemburgo

Escultura Neoclássica

A escultura neoclássica também buscou inspiração na Antiguidade greco-romana. Utilizando materiais nobres como mármore e granito negro, foi aplicada basicamente de forma decorativa em fontes e mausoléus. O maior nome da estatuária neoclássica foi o italiano Antonio Canova(1757-1822).

Vamos ver  algumas obras deste grande artista neste pequeno video.




Missão Artística Francesa no Rio de Janeiro

O início do século XIX no Brasil é marcado pela chegada da família real portuguesa, acompanhada por uma comitiva de 15 000 pessoas, fugindo do conflito entre a França napoleônica e a Inglaterra. No Rio de Janeiro, o soberano português começou uma série de reformas administrativas e culturais, para adaptar a cidade às cidades da corte. Assim, foram criadas as primeiras fábricas e fundadas instituições como o Banco do Brasil, a Biblioteca Real, o Museu Real e a Imprensa Régia. A partir de então, o Brasil recebe forte influência da cultura européia. Oito anos mais tarde, a tendência europeizante da cultura da colônia se afirma ainda mais com a chegada da Missão Artística Francesa.

A Missão chegou ao Brasil chefiada por Joachin Lebreton e dela faziam parte Nicolas-Antoine Taunay, Jean-Baptiste Debret e Auguste Jean de Montigny. Esse grupo organizou, ainda em 1816, a Real Escola das Ciências, Artes e Ofícios, mais tarde Imperial Academia e Escola de Belas-Artes.

Taunay (1755-1830): uma das mais importantes figuras da Missão, participou de várias exposições na corte de Napoleão e nos cinco anos que permaneceu no Brasil produziu cerca de trinta paisagens do Rio de Janeiro e regiões próximas.



Debret (1768-1848): é o artista da Missão mais conhecido pelos brasileiros, pois seus trabalhos documentam a vida do Brasil no século XIX e estão reproduzidos nos livros escolares. Já muito premiado na Europa, realizou no Brasil, até sua partida em 1831, imensa obra: retratos da família real, cenários para o Teatro São João, ornamentações para festas públicas e oficiais e foi professor de pintura histórica na Academia de Belas-Artes, onde realizou a primeira exposição de arte no Brasil, em dezembro de 1829. Seu trabalho mais importante e conhecido é uma obra em três volumes denominada Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, com 150 ilustrações que documentam os usos e costumes indigenas, a sociedade e as paisagens do Rio de Janeiro, plantas e florestas brasileiras. Suas obras ilustram ainda hoje os livros de história do Brasil.


Retrato de índia

Índia brasileira registrada por Jean-Baptiste Debret (1768-1848), professor de pintura da missão francesa (1816-1831)

veja tambem alguns videos das obras de Debret







A Academia e Escola de Belas-Artes formou grandes artistas nesse período, a se destacar Manuel de Araújo Porto Alegre, pintor, paisagista e caricaturista, poeta, escritor, teatrólogo e que chegou a ser diretor da própria academia. Augusto Muller importante pintor retratista e paisagista e Agostinho José da Mota, famoso pintor de paisagens e naturezas- mortas e o primeiro artista brasileiro a obter um prêmio internacional, na França.

Além dos artistas da Missão Francesa, vieram para o Brasil, no século XIX, outros pintores europeus, motivados pela paisagem tropical e pela existência de uma burguesia rica e desejosa de ser retratada. Dentre eles, o mais famoso foi Johann- Moritz Rugendas (1802-1868), de origem alemã que esteve no Brasil entre 1821 e 1825. Desse tempo, deixou um livro, Viagem Pitoresca através do Brasil, com cem ilustrações retratando o dia-a-dia do império, além de retratos a óleo da família imperial.

Vamos recaptular um pouco sobre a arte neoclassica assistindo este pequeno video do professor Tulio Pacheco




ATIVIDADES

Marat assassinado (Marat assassiné) ou A morte de Marat é uma tela de Jacques-Louis David pintada em 1793. Ela está exposta no Musées royaux des Beaux-Arts de Belgique em Bruxelas.
A pintura retrata Jean-Paul Marat, revolucionário francês, assassinado em casa em 13 de julho por Charlotte Corday. A inscrição À Marat, David que aparece na caixa de madeira, cuja forma sugere uma pedra tumular, indica que se trata de uma homenagem a Marat, que o pintor conhecia pessoalmente e que teria visto na véspera de sua morte tal como a representado.


 AGORA VAMOS IMPRIMIR A FIGURA ABAIXO ,COLORIR E ESCREVER EM SUA CARTA ALGUNS ULTIMOS DESEJOS, DE MARATH.


Nenhum comentário: